Vagamonde, vagabonde

Paris, mon amour, não é como eu imaginava…

Janelas abertas, ruas naufragadas, a lua e o sol em constante batalha, disputando esse céu, aí fora, tão primaveril. São dez horas e eu aqui, semi deitada, semi pensante, dando voltas neste minúsculo quarto. A varanda me chama, os gerânios me chamam, todos juntos em uma só cançó.

Aqui em frente, a rue des Morillons, e na esquina, Don Quijote – uma biboca andaluz que me pareceu muito simpática desde que cheguei. A noite, terna, suave como o cair de uma pluma vai abraçando o guitarreiro que do bar faz soar a vida com a simplicidade de um acorde. Desço para contemplar o universo e refletir um pouco, com algo de pressa, pois Paris não sabe transnoitar. Depois das dez fecham-se as portas e a Tour Eiffel é iluminada por pirilampos. […]


O relato completo poderá ser lido dentro de alguns dias
na edição 4 do 
Tabaré, o jornal que ri pra não chorar.


texto e foto por Jessica Dachs