Meia luz

Recém havia me abancado na Redenção neste último domingo (25) – câmera fotográfica ainda embrulhada – quando ele passou. Nas costas, um saco branco quase cheio. No rosto, um pequeno adereço cênico. Desembrulhei, saí correndo, fotografei e lhe mostrei. Depois, perguntei por que o nariz de palhaço.

– Porque eu ‘tô’ catando latinha.

Pouco consegui me concentrar depois disso. Das outras respostas, confesso lembrar somente de seu nome. Nos despedimos e Jones seguiu passo firme. Eu voltei meio mambembe.
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Texto e foto: Gabriel Jacobsen